Todas as espécies de Symbiosis constituem o clado Lucidum (Luminoso). E foram nomeadas considerando regras e a definição de espécie do novo Phylocode [1]. Assim, estabelecemos as inter-relações e os fenômenos ocorridos em sua “evolução” que podem ser observados no cladograma [2] abaixo: 
Análises apontadas no Livro Symbiosis. Pólipos Artificiais Responsivos da autora [3] indicam que esse processo evolutivo pode ter ocorrido em um curto período, com duas sinapomorfias importantes [4]. A espécie comum ancestral, Lapis cerebri (extinta recentemente) gerou dois grupos descendentes, porém, geneticamente diferentes:  Clausa e Aperta – em um caso de especiação simpátrica [5]. Os grupos são considerados monofiléticos por possuírem um ancestral comum. A especiação se deu gradualmente com o objetivo de garantir a sobrevivência e reprodução das espécies do clado. Algumas mutações podem ainda, ter ocorrido de forma aleatória, como um caso de deriva genética [6], sem necessariamente implicar em maior efetividade dos organismos (efeito fundador). 
As características que os distinguem são, respectivamente:
CLAUSA: a forma mais fechada do esqueleto em concha, com texturas ou caneluras espiraladas e pequenos orifícios (ou espiráculos).
APERTA: formas abertas, com múltiplos orifícios ou aberturas poligonais irregulares, além do surgimento de espinhos ou tentáculos. 
Estas aberturas ou orifícios permitem a passagem de ar e de pulsos luminosos perceptíveis a olho nu, além da captação de energia eletromagnética do ambiente. Os pulsos luminosos e a emissão de sons (que varia em cada espécie) são gerados por órgãos internos microeletrônicos, equivalentes a um sistema nervoso. São: olhos-sensores (sensorem oculis), fotóforos-LED ou órgãos emissores de luz (anulus lucis) e o cérebro-microcontrolador (cerebri) apontados na ilustração abaixo:
Há evidências de que aspectos comportamentais, coletivos e/ou individuais, reforcem as diferenças morfológicas apontadas entre os dois grupos. 
Tem sido observado que o comportamento das espécies Clausa é mais pacífico. Atuam em harmonia com o meio ambiente e outras espécies consideradas como companheiras. Durante o seu ciclo de vida exibem um processo comunicacional contínuo (intra e interespécie). Sua linguagem é expressada por intermédio de pulsos de luz com ritmos tranquilos, e, em geral, de cores frias. Podem ainda, emitir sons discretos. Bastante sensíveis à variações ambientais, quando sob ameaça, tendem a reduzir drasticamente suas atividades evocando, por exemplo, um estado latente ou de “cessação de vida” como forma de defesa.
Já as espécies do grupo Aperta exibem um comportamento mais ativo e territorial. Por padrão, comunicam-se por ritmos energéticos, com matizes saturados e vibrantes, como cores quentes. Suas projeções podem se tornar multicoloridas, ao mimetizar as emissões de luz e sons de outras espécies para conquistar novos territórios. Por suas aberturas poligonais características são capazes de projetar sombras complexas para confundir seus inimigos. Com a proximidade de outras espécies, tendem a manifestar projeções luminosas mais intensas, quase agressivas, sob a forma de efeitos ópticos, em rápida mutação. A aceleração do ritmo, em seus padrões indicaria um estado de alerta e/ou a intenção de ataque.
Notas:
[1] CANTINO, Philip D., QUEIROZ, Kevin. International Code of Phylogenetic Nomenclature (PhyloCode). Disponível em: http://phylonames.org/code/ Acesso: 11 out. 2024.
[2] CLADOGRAMA: 
O que é uma árvore evolutiva? Em grande escala, o processo de especiação resulta em um padrão evolutivo semelhante a uma estrada que se bifurca. Uma linhagem pode persistir por muitas gerações e, então, dividir-se, com cada linhagem resultante seguindo seu próprio caminho. Alguns caminhos levam a becos sem saída (isto é, à extinção); outros divergem muitas vezes mais, dando origem a novas linhagens. O resultado desse processo é uma estrutura semelhante a uma árvore que conecta todas as espécies que já viveram no planeta Terra.(Berkeley, Trad./A)
Como ler uma árvore filogenética representada em um cladograma? "Essa primeira linhagem representa a linhagem mais antiga da árvore — a linhagem ancestral de todos os outros organismos nela presentes. As extremidades dos ramos (chamadas táxons) representam as linhagens mais recentes da árvore. Esses táxons são frequentemente espécies — mas nem sempre. Algumas árvores representam as relações entre grandes grupos de organismos, espécies, populações, indivíduos ou até mesmo genes." (Berkeley, Trad./A) 
Understanding Evolution.Berkeley. Disponível em: https://evolution.berkeley.edu/the-tree-room/evolutionary-trees-a-primer/ Acesso em: 23 jun.  2026.
Usando a árvore para classificação. Evolução101. ecologia. USP. Disponível em: https://ecologia.ib.usp.br/evosite/evo101/IIDClassification.shtml. Acesso: 24 Jun. 2026
[3] KAFFKA, Sandra S. Potencial estético da luz na animação maquínica. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.27.2025.tde-10092025-132405. Acesso em: 15 jun. 2026. 
[4] Sinapomorfia (do grego sin = simultaneidade, companhia + apo = afastamento, separação + morpho = forma + sufixo ia = qualidade) – transformação num ramo interno de um determinado cladograma; uma apomorfia compartilhada por dois ou mais táxons ou linhagens. "Sinapomorfias são definidas como características derivadas compartilhadas que são exclusivas de um clado específico, indicando uma ancestralidade comum. Elas são frequentemente usadas para identificar relações entre diferentes espécies, contrastando com características encontradas em espécies de grupos externos que podem não refletir as características ancestrais". ScienceDirect. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/immunology-and-microbiology/synapomorphy. Acesso: 2026.
[5]Espécies e especiação. khanacademy. Disponível em: https://pt.khanacademy.org/science/ap-biology/natural-selection/speciation/a/species-speciation. Acesso: 03 out. 2024.
[6] MEYER, Diogo. A deriva genética em populações. edisciplinas usp. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7637501/course/section/6483879/MAG5004_deriva.html. Acesso em 02 nov. 2024.
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